Notícia do Portal

09/02/2018 09:13 (608 acessos)

I Mostra Cinematográfica Smartphônica do John Kennedy revela talentos

Alunos mostraram protagonismo ao produzir curtas metragens com Smartphones

 

Por Ítalo Marcos

 

Os estudantes do Ensino Médio Inovador da Escola Estadual John Kennedy, localizada em Aracaju, revelaram os seus talentos para a sétima arte durante a abertura da I Mostra Cinematográfica Smartphônica, realizada nesta quinta-feira, 8. O evento foi realizado no Teatro Lourival Batista, onde foram apresentados três curtas metragens produzidos pelos próprios estudantes utilizando Smarphones.

 

Idealizado pelo professor de Espanhol Ozéias Pereira, o projeto foi uma demonstração de protagonismo dos alunos, já que eles fizeram toda a parte de roteiro, produção, edição e atuação dos filmes, com a orientação do professor e apoio da equipe gestora. Todos os vídeos foram filmados dentro da escola. Nesta sexta-feira, 9, mais dois curtas serão exibidos, e ao final, serão entregues as estatuetas do Oscar para os filmes vencedores.

 

Os vídeos produzidos foram: Utopia Sangrenta, Amigas até o que o Boy nos separe, A maldição de Jamille, Máscara e Vida. De acordo Lícia Cristina Souza Santana, diretora da Escola Estadual John Kennedy, os filmes tratam de assuntos diversos. "Os alunos pegaram temas atuais que interessam a eles, como bullying, violência, entre outros. São problemas que eles não vivenciam na escola, mas que ouvem relatos de outros colegas, então resolveram passar essa mensagem. Esse ano foram produzidos curtas metragens, mas no próximo ano queremos fazer produções de longas metragens e exposição de fotografias", explicou.

 

A cada intervalo dos curtas metragens foram feitas apresentações artísticas de acordo com os temas dos filmes. A banca examinadora foi formada por professores da Universidade Federal de Sergipe e da própria escola.

 

O professor Ozéias Pereira, idealizador da mostra cinematográfica, destacou que esse é um projeto de inserção digital que fez o aluno sair do lado telespectador e partir para a produção de cinema.

 

"Além de aprenderem a parte técnica e o trabalho em equipe, os alunos desenvolvem algumas características como o respeito ao próximo e à diversidade. O cinema trouxe para eles, na medida em que tinham que lidar consigo mesmos e com toda a escola. Com esse projeto, além de terem contato com outra área do conhecimento, foram apresentados a uma nova possibilidade de trabalho", declarou.

 

Experiência cinematográfica

 

Os alunos que participaram do projeto elogiaram os vídeos apresentados e disseram ter gostado da experiência cinematográfica. Jaíne Samara Costa Lima, do 2º ano, participou do curta "Utopia Sangrenta", um vídeo mistura suspense e terror. "Nós nos divertimos muito, ficamos bastante cansados, mas foi um projeto muito legal de participar. Não tínhamos muitos recursos, então produzimos os vídeos com o aparelho celular e o resultado ficou muito bom", disse.

 

Já o seu colega Gabriel Souza afirmou que a experiência melhorou a interação entre todos. "Amei ter participado, pois aprendemos muito com esse projeto. Acho que melhorou bastante o relacionamento interpessoal entre os alunos e professores, a comunicação na escola. Acredito que foi uma grande superação e aprendizado ter gravado os vídeos com o Smartphone", declarou.

 

A aluna Natália Paula participou do curta "A Maldição de Jamille", um filme de terror. "Foi uma experiência nova, pois eu nunca havia participado antes de produção de filme. Nós fizemos tudo com o celular, foi uma novidade para a gente, e nós adoramos o resultado final", disse.

 

Alisson Guilherme da Silva, aluno do 3º ano, trabalhou nos bastidores dos vídeos e afirmou que a experiência foi gratificante. "Eu participei da edição e direção dos vídeos. Como essa foi a primeira vez que participo, pude ter mais acesso à cultura e ao audiovisual. Sempre quis estar em um projeto desses, e foi muito bom", afirmou.

 

Quem também gostou foi Marcelle da Costa de Jesus, que atuou no filme "Amigas até o que o boy nos separe". "Fui a atriz principal do filme e essa foi uma experiência muito boa, pois nunca tinha participado de algo assim,. Aprendi a atuar, e como foi gravado com o celular, nós demos o nosso melhor para que o vídeo ficasse bom", disse.

Voltar à página anterior