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23/10/2009 13:39 (33553 acessos)

Técnicos esclarecem sobre serviços e programas no Sergipe de Todos

Trabalhando lado a lado, técnicos e especialistas da Secretaria de Estado da Educação (SEED) que atuam com o Programa Sergipe Alfabetizado e com as ações do Centro de Referência em Educação Especial (CREESE) no Programa Sergipe de Todos, em Tobias Barreto, se desdobram para atrair a atenção da população. Eles objetivam apresentar os programas desenvolvidos pelos seus setores e detectar pessoas que necessitam do tipo de atendimento ofertado.

 

Em Tobias Barreto, onde a população ultrapassa os 47 mil habitantes, 35,07% da população com idade acima dos 15 anos não é alfabetizada. Para assistir esse público, o Governo de Sergipe, por meio da SEED, intensificou as atividades e qualificou técnicos. A meta é oferecer, através de metodologia diversificada, oportunidade a todos os sergipanos de diferentes segmentos sociais que estejam em situação de exclusão ou de extrema vulnerabilidade social, a exemplo de detentos, catadores de materiais recicláveis, pescadores, quilombolas, comunidades indígenas, trabalhadores rurais, assentados do programa de reforma agrária, beneficiários do Programa Bolsa Família, dentre outros.

 

De acordo com a coordenadora do Sergipe Alfabetizado para o polo de Tobias Barreto, professora Fernanda Ribeiro dos Santos, existe uma determinação muito grande de todos que atuam com o programa neste governo. "Nós estamos aqui para fazer novos cadastros, mas o nosso trabalho acontece durante todo o ano e em todas as regiões do estado", ressaltou.

 

Fernanda Ribeiro esclareceu que, no município de Tobias Barreto, estão atualmente em salas de aula do Sergipe Alfabetizado 328 alunos. Segundo ela, este módulo, que, como os demais, tem a duração de oito meses, será encerrado em dezembro. Outro módulo, segundo a coordenadora, com 24 turmas e 374 alunos, será realizado em novembro próximo. Já os cadastrados desta sexta-feira deverão começar a aprender a ler e a escrever em janeiro próximo.

 

"Não vejo a hora de aprender a escrever meu nome e aprender a ler tudo que quiser. Sempre incomodo as pessoas e nem sempre elas têm tempo ou boa vontade", disse a dona de casa Cirlene de Jesus Figueiredo, de 28 anos, ao fazer seu cadastro com a equipe do programa de alfabetização da SEED.

 

Já o senhor José Fernandes, de 60 anos, agricultor, ficou de longe observando o trabalho dos técnicos. Natural de Sergipe e morador de Itapicuru, cidade baiana localizada na fronteira com Sergipe e próxima a Tobias Barreto,  ele se disse tentado a buscar o conhecimento da leitura e da escrita. "Tô achando bonito o que elas estão fazendo. Vou saber se lá onde moro, no povoado Sambaíba, tem esse trabalho. Quero aprender", confessou o trabalhador rural.

 

CREESE

 

A mesma determinação pode ser vista no trabalho executado pelos técnicos do Centro de Referência em Educação Especial (CREESE).  São apresentadas informações sobre o programa e os métodos utilizados na avaliação, assim como os caminhos para o tratamento gratuito de crianças e adolescentes com idade escolar que apresentam necessidades especiais ou dificuldades de aprendizagem.

 

O CREESE, através de uma equipe de especialistas e com o apoio das Diretorias Regionais de Educação, professores e equipes diretivas, executa esse trabalho ao longo do ano letivo. Mas, no Sergipe de Todos existe uma nova mobilização.

 

Só nas primeiras horas do dia desta sexta-feira, 102 pessoas haviam procurado informações sobre as ações do Centro de Referência. Dona Maria Garcia dos Santos, por exemplo, quis saber se o seu neto de cinco anos, que tem ‘lábio liporino´ (deformidade nos lábios) teria direito ao tratamento com um dos fonoaudiólogos do CREESE.

 

"Aqui nós ouvimos os problemas. A depender do caso, entregamos a Caracterização Pedagógica (tipo de questionário) aos pais ou responsáveis para que eles encaminhem ao professor do aluno a ser assistido. Se o estudante for da rede municipal, o documento deve ser encaminhado ao CREESE pela Secretaria Municipal de Educação. No caso de pertencer à rede estadual, a Caracterização Pedagógica seguirá via Diretoria Regional de Educação. Os pais também podem encaminhar o documento diretamente ao centro", explicou Flávia Costa, técnica da SEED.

 

Ela acrescentou que o CREESE atende também a essa clientela que se encontra fora da sala de aula. "Os especialistas do centro fazem o procedimento, mas cuidam do encaminhamento para a escola", completou.

 

Segundo a coordenadora da SEED para o Programa Sergipe de Todos, professora Graça Lourdes Lira, a permanência de técnicos especializados nos locais de apresentação dos programas é de fundamental importância. "Com a presença deles, a  participação da Secretaria de Estado da Educação se torna mais eficaz. ", ressaltou.

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