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Alunos do Centro de Excelência Dr. Milton Dortas participam de pesquisa de Formação de Reeditores Ambientais

Por Lívia Lessa
- 21/05/2018 11:58:00
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Por Lívia Lessa

 

Aprendizado, investigação, pesquisa e o uso de metodologias ativas para colaborar no processo de ensino e aprendizagem. Essa é a receita de Luiz Ricardo Oliveira Santos, professor de Biologia do Centro de Excelência Aberlado Romero Dantas, em Lagarto, unidade escolar circunscrita à Diretoria Regional de Educação (DRE 2), para promover uma maior aproximação dos jovens com o universo científico.

 

Nesta sexta-feira, 18, o Educador levou os estudantes do Centro de Excelência Dr. Milton Dortas à  comunidade do entorno do rio Caiçá, em Simão Dias, mais especificamente na Escola Estadual Pedro Valadares.

 

Na oportunidade, os professores do ensino médio desenvolveram ações com alunos do Ensino Fundamental da Escola Estadual Pedro Valadares. Participaram da iniciativa 16 alunos do Centro de Excelência Dr. Milton Dortas, matriculados do 1° ao 3° ano e mais quatro monitores que são estudantes de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Sergipe e da UniAges.

 

"Sou simaodiense e moro em Simão Dias. Estudei o ensino fundamental e ensinei no Centro de Excelência Milton Dortas durante dois anos e considero aquele colégio como patrimônio de todos da cidade, principalmente, por sua história. De igual forma, a unidade escolar oferta o Ensino Médio em diversas modalidades. Dessa maneira, visualizei o ambiente propício para o desenvolvimento da pesquisa de Formação de Reeditores Ambientais", explicou o pesquisador, ao comentar o porquê da realização da atividade nesta unidade de ensino.  

 

Atividade com os alunos

 

De acordo com o professor, a ação aconteceu como finalização de uma metodologia ativa. "A Problematização com o arco de Maguerez, em que os alunos estudam sobre uma problemática presente na comunidade, em nosso caso, socioambiental, e projetam uma intervenção para enfrentamento da resolução desta realidade", mencionou Luiz Ricardo Oliveira Santos.

 

"Como foram ações de contrapartida social para estudantes dos 4° e 5° anos do Ensino Fundamental,  da Escola Estadual Pedro Valadares,  as atividades partiram da ludicidade, visando aguçar a curiosidade e informar sobre as problemáticas do rio Caiçá, cuja escola se situa às suas margens. De maneira divertida, por meio de brincadeiras, os estudantes informavam sobre a situação do Rio, como conservá-lo e a importância da participação coletiva nesse processo", complementa.

 

Protagonismo Juvenil

 

Ainda segundo o docente, é importante o envolvimento dos estudantes em projetos pedagógicos para colaborar neste processo de ensino e aprendizagem.

Luiz Ricardo Oliveira Santos defende que associação entre ensino e pesquisa é algo que deve existir continuamente. "Quando os estudantes participam da construção de conceitos e agem para resolver problemáticas que estão relacionadas à vida deles, a aprendizagem se torna significativa e mais prazerosa.

 

Essa ação incentiva o protagonismo discente, por meio da cidadania. Os alunos são estimulados a enfrentar problemas da sua comunidade, por mais que não estejam diretamente relacionados a ele, mas através do ‘olhar para o outro' desenvolvemos ações de sensibilização ambiental e tentamos chamar a atenção das esferas da sociedade para a situação de degradação do corpo hídrico", ressaltou.

 

O educador reforça que o protagonismo é a chave dos estudos baseados em metodologias ativas. "Nossos alunos são motivados a participar de ações que auxiliem o desenvolvimento da sociedade e buscam o conhecimento continuamente. Dessa maneira, os estudantes pesquisam em livros, internet, conversam em redes sociais, discutem em grupos as maneiras de enfrentar o problema exposto", reconheceu.  "O papel do professor é o de orientador e não mais de transmissor de conceitos. Sendo assim, os êxitos são mais associados às ações dos alunos do que ao docente ter transmitido corretamente o conteúdo curricular", complementou.

 

Pesquisa

 

Luiz Ricardo Oliveira Santos destaca que o projeto realizado no Centro de Excelência Dr. Milton Dortas, iniciou no começo de 2018, com aproximadamente, 30 alunos, mas no momento conta com o envolvimento de 16 estudantes, do 1° ao 3° ano. " As atividades ocorreram todos os sábados, em momentos paralelos aos horários de aula, de janeiro a maio de 2018", relembrou.

 

Ao falar acerca do surgimento das atividades, o professor comentou que o estudo é fruto da pesquisa realizada no mestrado em Ensino das Ciências Ambientais, na UFS, com a orientação do professor doutor Jailton de Jesus Costa.

 

"Em nossos estudos, percebemos que, na escola, pela quantidade de conteúdos exigidos pelas matrizes curriculares, existe pouco espaço para discussão de problemas locais. Então, pensei em utilizar metodologias ativas, tipicamente utilizada no Ensino Superior, para incentivar a inserção dos componentes locais na discussão escolar e, também, motivar a participação social dos estudantes, pois creio que a real função da escola é servir à sociedade que a mantém, de maneira humana", explicou.

 

Apoio e financiamento

 

O projeto recebe o auxílio financeiro da Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec). Além disso, o estudo tem duas bolsas do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic Jr), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico  (CNPq) e  conta também com o apoio institucional da UFS - Campus Lagarto, do Colégio de Aplicação, do Rotary Club e Rotaract Club de Simão Dias.